Cristina Maria faz parte desta nova geração de intérpretes do Fado. A sua voz seduz-nos de imediato quando a ouvimos pela primeira vez, com um timbre espesso, sensual, carregado de emoção autêntica, capaz de ora murmurar em tom de confissão ora clamar mágoas apaixonadas em que não sentimos nenhum artifício interpretativo mas apenas uma fortíssima capacidade de comunicação dramática.
É visível a filiação assumida de Cristina Maria na tradição amaliana, desde logo pelo próprio repertório, que retoma alguns dos fados mais emblemáticos de Amália. Mas Cristina Maria não se reduz de modo algum a uma postura seguidista. O seu canto imprime a cada momento uma autenticidade expressiva tal que ficamos suspensos da sua voz, num registo em que é patente um certo pudor de expressão poética que se impõe pela delicadeza.
Artista de carácter autêntico que sente com expressividade e emoção cada poema que canta, originais ou tradicionais, apaixonada pela vida e incansável na conquista dos sonhos, interpreta a voz da alma e os desejos do seu coração.

Após o lançamento do álbum Voltar a Amar em 2021, veio despertar a enorme vontade em ter um álbum inteiro de sua autoria em 2024: Máquina do Tempo. É o seu primeiro álbum de originais totalmente produzido pelo ilustre Paulo Martins, onde dois mundos se cruzam numa só sonoridade.

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